Quando a visita chega com segredos
NORMAN ANDRADE CASSANI
Um carro preto estaciona na frente da casa. O som do motor morre e o silêncio da rua do Jardim do Mar engole o meu peito. A campainha toca. Meu coração dispara. Por um instante penso: é o Leo. No Brasil nós temos esse hábito terrível e lindo de acolher com o corpo, com sorriso, com abraço. Para outros países pode parecer estranho, mas para nós é natural. Antes de pensar, me jogo no pescoço do André como se fôssemos velhos amigos.
— André