Quando o sangue não aceita mais silêncio
LEONARDO CASSANI
O silêncio na sala era sufocante. André ainda segurava a carta com os olhos fixos no nome que todos temiam pronunciar em voz alta. Cíntia passava a mão nervosa no cabelo, os olhos marejados. Eu andava de um lado para o outro, sem conseguir parar, o peito queimando como se fosse explodir.
Então a porta se abriu.
Isabella entrou com aquele salto irritante que batia no piso como um martelo. O batom vermelho, o olhar afiado. Mas a primeira