MERLYA
Acordei com uma dor lancinante na cabeça e um cheiro forte de mofo e poeira. O quarto era escuro, sem janelas, iluminado apenas por uma lâmpada fraca pendurada em um fio no teto. Eu estava deitada em um colchão fino e sujo, as mãos e os pés amarrados com tiras de plástico que cortavam a minha pele.
O pânico era uma onda fria, mas a disciplina que Alex havia me ensinado gritava: mantenha a calma. Eu tentei me mover. O sequestro era real; não era apenas um pesadouro. Eu não havia caído de