NATÁLIA
O carro cheirava a poeira e frustração. Dirigi até o apartamento discreto no centro da cidade, meu corpo ainda tremendo de adrenalina e fúria. Aquele dia deveria ter sido o meu último ato de limpeza, a garantia final de que Merlya nunca mais perturbaria minha vida. Mas, graças à sua "mágica" fisioterapia, ela havia rolado para fora do caminho como uma acrobata, escapando da morte por centímetros.
Bati na porta três vezes, a senha combinada.
César abriu. Ex-colega de Alex na faculdade