O relógio na parede parecia não se mover. O quarto branco, silencioso, só era quebrado pelo som ritmado dos aparelhos. Mamãe tinha saído há pouco, convencida por Lucas a ir descansar algumas horas.
Ele ficou comigo, sentado na poltrona ao lado da cama. Tentava disfarçar o nervosismo, mexendo no celular de vez em quando, mas eu percebia o quanto sua perna balançava, inquieta.
— Tá tudo bem, Lu — murmurei, cansada, tentando quebrar o silêncio. — Não precisa ficar aqui o tempo todo.
Ele sorriu