Eu nunca gostei do som da televisão ligada em volume alto, mas dessa vez, o silêncio do apartamento estava insuportável demais.
Sentei-me no sofá, o rosto entre as mãos, o celular vibrando sem parar sobre a mesa.
Mensagens, ligações, repórteres… todos queriam a mesma coisa: uma palavra sobre o escândalo que destruía o império Bezerra.
Meu pai ainda estava no hospital, sob observação.
A imprensa já dizia “crise nervosa”, outros falavam “colapso moral”.
E eu… eu só conseguia pensar em Auro