O quarto do hotel era frio, impessoal.
As cortinas pesadas deixavam passar uma luz pálida que parecia zombar de mim.
Eu não dormi a noite inteira — cada ruído no corredor fazia meu corpo estremecer.
Mas o pior ainda estava por vir.
Uma batida seca na porta.
Três toques, pausados.
Eu sabia quem era antes mesmo de perguntar.
— O que você quer agora, Marcelo? — perguntei, sem abrir totalmente a porta.
— Calma, não precisa desse tom. Vim conversar, como pessoas civilizadas. — O sorriso dele