Samuel olha o relógio, ergue as sobrancelhas.
— Já são quase dezoito horas.
Ariana pisca, surpresa.
— Não acredito…
Logo em seguida, o estômago dela dá um ronco audível.
Samuel segura a risada.
— Parece que alguém tá com fome.
— Pior que tô mesmo, — ela admite, rindo. — Nem almocei, só coco, caipirinha e biscoito de polvilho.
Ele balança a cabeça, fingindo indignação.
— Isso não é refeição, Ariana. Isso é um crime gastronômico.
Ele inclina a cabeça, com aquele sorriso meio malandro, meio doce. — Vem. Vou te levar pra comer num lugar especial.
— Que lugar? — ela pergunta, curiosa.
— Surpresa
Os dois voltam para onde a moto dele está estacionada.
Samuel pega um capacete, coloca na cabeça dela com delicadeza — ajusta a trava, verifica tudo como se estivesse cuidando de algo precioso.
— Segura firme em mim.
— Assim? — ela põe as mãos na cintura dele.
— Pode apertar mais, — ele diz com voz baixa.
A moto ronca.
Ariana sente o impacto do vento, os cabelos soltos balançando, o cheiro de n