Samuel olha o relógio, ergue as sobrancelhas.
— Já são quase dezoito horas.
Ariana pisca, surpresa.
— Não acredito…
Logo em seguida, o estômago dela dá um ronco audível.
Samuel segura a risada.
— Parece que alguém tá com fome.
— Pior que tô mesmo, — ela admite, rindo. — Nem almocei, só coco, caipirinha e biscoito de polvilho.
Ele balança a cabeça, fingindo indignação.
— Isso não é refeição, Ariana. Isso é um crime gastronômico.
Ele inclina a cabeça, com aquele sorriso meio malandro, meio doce.