Dentro do quarto, Bianca tenta afastar Eduardo, cansada, exausta, ainda tentando entender o comportamento dele.
— Eduardo, para… eu não tô bem. Deixa eu descansar.
Ele encosta a testa na dela, respirando irregular, como se também estivesse prestes a desabar.
— Eu sei que você tá cansada. Eu também tô. Só…tô com saudade, não quero mais que a gente brigue?
— Eu não tô brigando com você, mas qual é a sua, o que foi isso agora lá na sala, quer me usar para...
Antes que ela termine a frase ele dá um beijo nela, brusco e invasivo, carregado de tudo que eles não tiveram nos últimos dias. Desde que Bianca chegou a Carapá, eles não tinham um momento de casal, só os dois, com todas as coisas acontecendo.
Bianca sente o corpo estremecer ao reconhecer aquele toque que sempre foi o mundo inteiro para ela. Ela pensa em ceder. E, ao mesmo tempo, se segura. Ela está fraca, física e emocionalmente. Mas ela resiste, pede mais uma vez que ele pare.
— Eduardo, para, por favor… — sussurra, fraca.
Ela sab