A noite de Ariana foi péssima, daquelas que parecem um castigo. Ela quase não dormiu, virou, desvirou, encarou o teto, o travesseiro, o teto de novo.
E toda vez que fechava os olhos, via a cabana, Eduardo a centímetros do corpo dela.
E via Samuel, com aquele olhar calmo, pedindo sinceridade.
Foi, talvez, tão ruim quanto a noite antes dela viajar para Carapá, talvez, porque hoje era o dia da volta.
Ela acordou da noite quase não dormida, olhou a janela e estava escuro, pegou o celular e as horas batiam 4:48. A balsa só sairia às 13h, então sem opção ela pegou o celular e ficou rolando as redes sociais e vendo besteiras, até efetivamente amanhecer.
Às 6h, o celular vibrou:
Samuel:
"Acordada, Ari?"
Ela suspirou antes de responder.
Ariana:
"Sim. E você acordado cedo assim por quê?"
A resposta veio rápida.
Samuel:
"Te fazer uma proposta indecente: uma última volta por Carapá antes de ir embora."
"Topa?"
Ela fechou os olhos. Topava?
Porque não, eles já estavam indo embora, e depois dal