Os dias seguintes passaram com uma leveza quase desconcertante. Não porque nada pudesse dar errado, mas porque Júlia e Daniel já não viviam na defensiva. Eles acordavam juntos, dividiam tarefas, riam de pequenas bobagens e, aos poucos, o noivado deixava de ser apenas uma promessa para virar algo palpável.
Naquela manhã, Júlia estava sentada no chão da sala, cercada por revistas, anotações e o caderno onde escrevia desde o acidente. Daniel a observava do sofá, fingindo ler, mas atento demais a c