A primeira noite depois do jantar com os pais de Júlia foi estranhamente silenciosa. Não pelo cansaço, nem pela falta de assunto. Era um silêncio cheio de significados novos, como se algo tivesse se acomodado no lugar certo.
Júlia estava sentada na cama, o caderno apoiado sobre as pernas, mas sem escrever. Daniel saiu do banheiro enxugando os cabelos com a toalha, observando-a com aquele olhar atento que nunca invadia, apenas permanecia.
— Você travou — ele comentou, com um meio sorriso.
— Não