Júlia acordou com o peso suave do anel ainda estranho no dedo. Não era desconforto. Era consciência. Aquele pequeno círculo brilhava como um lembrete silencioso de tudo o que tinha sido escolhido, não por impulso, mas por travessia.
Daniel ainda dormia, de barriga para cima, a respiração calma, como se o corpo dele finalmente tivesse aceitado que não precisava mais lutar contra nada. Júlia virou-se de lado, apoiando o cotovelo, observando-o com uma ternura quase reverente.
Ela pensou em quantas