O dia começou sem pressa, como se o tempo tivesse aprendido a respeitar o ritmo deles. Júlia acordou com o som distante de chuva fina batendo na janela. Não era tempestade. Era aquela chuva mansa que não assusta, apenas envolve.
Daniel ainda dormia, virado de lado, o braço estendido na direção dela mesmo sem tocá-la, como se o corpo soubesse onde ela estava. Júlia ficou alguns minutos observando aquela cena simples, sentindo algo que nunca tivera antes: segurança sem vigilância.
Ela se levantou