Entro apressada no quarto, revisando mentalmente os exames da paciente. Estou atrasada para a troca de plantão, mas hoje o hospital está um caos.
Nem olho quem está de pé próximo à cama. Só quando levanto os olhos é que o mundo inteiro para.
Meus pés congelam no chão.
Samuel.
Por um segundo, penso que estou sonhando. Ou que meu cérebro está me pregando uma peça cruel. Meu coração dispara, a respiração some. Meus dedos apertam a prancheta com força, tentando manter a compostura.
Ele também conge