Tudo é branco.
O teto acima de mim parece girar lentamente. As luzes fluorescentes da ambulância piscam e embaralham minha visão. O som do motor, os bipes baixos de algum aparelho. Meus ouvidos zumbem.
Minha garganta está seca. Meus olhos ardem.
Aos poucos, percebo que estou deitada, coberta por um lençol fino. Tem uma agulha presa no meu braço. Um soro pingando.
Viro o rosto devagar, sentindo o mundo girar, e vejo um rosto conhecido.
Ele está sentado ao meu lado, com os cotovelos apoiados no