O silêncio pesa assim que o juiz anuncia o intervalo antes da sentença. Os oficiais me conduzem de volta ao assento reservado aos réus, mas não me algemam. Não há para onde correr. E nem se houvesse, eu ficaria.
Permaneço sentado, quieto.
Mas meus olhos não conseguem evitar. Procuram por ela.
Está sentada entre minha mãe e Ayla. O cabelo caído sobre os ombros, a expressão fechada, tentando esconder a dor, mas eu a conheço demais. Eu sei ler nos olhos dela tudo aquilo que ela não diz. Medo. Ra