A dor vem antes da consciência. Um latejar surdo, profundo, que pulsa na parte de trás da minha cabeça como se meu próprio crânio estivesse tentando se abrir. Tento mexer o braço. Pesado. Lento. Depois tento abrir os olhos, mas a claridade me atinge como uma navalha.
O ar está diferente. Úmido, abafado. O cheiro de cloro, poeira e madeira velha me invade as narinas.
Onde eu estou?
Me esforço pra sentar, mas é aí que percebo, os braços estão presos. Alguma merda de algema ou corda grossa me pre