Acordo com a garganta seca e o corpo dolorido. Não sei quanto tempo dormi, mas foi o suficiente para minha cabeça latejar. Acordo com um som abafado vindo do andar de baixo, vozes graves, urgentes, cortando o silêncio da casa.
Me sento na cama e prendo a respiração. São homens falando. Dois. Reconheço uma das vozes: Chuck. A outra demora um pouco mais para identificar, mas quando escuto um “esse filho da puta vai pagar” com sotaque arrastado, sei que é o Chapoca.
Pulo da cama, calço o chinelo