Já passa de uma da manhã, e ainda não ouvi o Wick chegar. A raiva que sinto por ele continua latente, como uma brasa que não se apaga, mas há algo mais queimando dentro de mim: preocupação. Tento me convencer de que não ligo, de que ele merece meu silêncio, mas meu coração lateja inquieto.
Levanto da cama, ainda de camisola, e vou até a varanda. A porta do corredor está destrancada — Dona Helena trancou só a do quarto. Não sei se foi de propósito ou descuido, mas, de qualquer forma, foi um alívi