Fico ali, parado na frente da porta por mais tempo do que devia.
A chave ainda está na minha mão. O trinco já girou. Ela está trancada. Segura. Longe.
Mas eu não tô.
Me afasto devagar, passando a mão pelo rosto, sentindo o curativo que ela mesma colocou. A ironia me sufoca.
O que eu fiz?
Empurrei ela de volta pra prisão. De novo.
Mas é isso que tem que ser. É o certo. Ou, pelo menos, é o que eu digo pra mim mesmo toda vez que a vontade de ficar do outro lado da porta aperta o peito.
Se eu deix