Saímos da sala de medicação de mãos dadas. Ainda sinto o calor da confissão dele em mim.Mas assim que cruzamos a porta, me deparo com uma cena que me desmonta. Dona Helena está sentada, o rosto escondido nas mãos, chorando como se o mundo tivesse acabado. Ayla está ao lado, com Rigel aninhado no colo, dormindo profundamente, o rostinho colado ao pescoço dela.
Meu coração dispara.
— O que foi? — pergunto, quase correndo até elas.
Ayla levanta o olhar para mim, e um sorriso meio divertido, meio