Pouco a pouco, a respiração de Gabriela foi ficando mais lenta. A mão dela, que segurava a minha, relaxou, e eu percebi que ela tinha adormecido. Murilo ajeitou o cobertor sobre ela, e ficamos alguns segundos apenas observando aquela pequena, tão frágil e, ao mesmo tempo, tão forte.
Troquei um olhar com Murilo e, sem dizer nada, começamos a nos mover em silêncio para não acordá-la. Aline nos seguiu, fechando a porta devagar. No corredor, ela respirou fundo, como quem precisava criar coragem, e