Empurro a porta da varanda com força demais. Não é de propósito. Acho que só... não me controlo. Tudo dói. O corpo, o rosto, o orgulho. A cabeça lateja e o gosto metálico ainda está na boca.
Jade se assusta. Ela se levanta rapidamente, deixando o livro cair no chão, como se ainda não soubesse se sou mesmo eu quem entra.
Por um segundo, penso em recuar. Ir embora. Mas não consigo.
Ela me olha. Sem raiva. Sem choque. Só... uma tristeza quieta que me corta mais fundo que o soco que levei.
— Me