MIRELA
Semanas depois...
A luz fraca do abajur desenhava sombras na parede, mas eu nem precisava enxergar direito para saber onde colocar as mãos. Thiago estava ali, de costas contra a cama, a respiração já acelerada antes mesmo de eu tocar nele. A noite tinha sido longa, cheia de olhares roubados e palavras não ditas, e agora não havia mais razão para esperar.
Me aproximei devagar, deslizando os dedos pelo peito dele, sentindo os músculos contraírem sob a pele quente. Ele soltou um som baixo,