MIRELA
Eu não sabia mais o que era dormir de verdade. Meus olhos pesavam, o corpo doía, mas nada doía tanto quanto o medo de perder o Thiago. Era uma dor diferente, silenciosa, que me corroía por dentro. E foi no meio dessa angústia que o Lucas se tornou meu porto seguro. Eu nunca pensei que um dia ele ia ser esse tipo de presença.
Forte. Quente. Humana.
A gente estava no corredor do hospital, sentados no banco duro de madeira. Eu encostei a cabeça no ombro dele e soltei o ar com força. Ele só