Mundo de ficçãoIniciar sessãoDe repente uma jovem de 25 anos, cabelo loiro, liso e nem cuidado, alta, magra, parecia uma modelo, era sofisticada, usava roupa formal parecia feita por medida que valorizava cada curva do seu corpo num vestido preto que ia um pouco abaixo do joelhos, justo com uma fenda na lateral, ela usava um scarpin preto com a sola vermelha. As amigas se olham, mas antes mesmo que elas pudessem dizer alguma coisa a mulher solta…
- É por isso que está loja está indo de mal a pior, olha o tipo de funcionárias que temos aqui, fofocando em horário de expediente, e olha esse uniforme, calça jeans e camiseta polo azul, isso não é uniforme de atendente, isso é roupa de montaria, que horror. As amigas se olham novamente sem reação, sem nem saber o que falar e a moça continua. - Se meu pai realmente for comprar essa espelunca fiquem cientes que vocês estão demitidas. Emilly desesperada ao ouvir a última frase saindo da boca daquela moça e diz: - Me desculpe senhora o mal entendido, não comprometa nosso emprego à primeira vista, precisamos desse trabalho. Clarice segura o braço da amiga que já estava indo em direção da moça e diz com um tom irônico - Tá louca Emilly, não implore por nada, se por alguns segundos diante da nossa presença ela já consegue avaliar nossa competência através de um uniforme que nem fomos nós que escolhemos, é por que ela realmente é muito boa em análises. - Aquela moça sentindo o tom de ironia e sarcasmos na voz de Clarice se aproxima e diz: - Qual o seu nome, mesmo? - Clarice - Então quer dizer que só por que você tem um rostinho bonito você acha que você não é substituível? - Não senhora, todos nós somos substituíveis independente da classe social, porém se eu tiver que ser substituída que seja por um real motivo e não por que você chegou aqui com soberba, seja você quem for. - Não tem medo de perder seu emprego? - Por que deveria temer, oportunidade de trabalho é o que mais tem e se não tiver eu me reinvento, só não vou aguentar humilhação de alguém que não me conhece e vem me desmerecer. Emilly observando tudo aquilo assustada com a postura da Clarice diz a amiga: - Tá ficando louca amiga, você não ouviu ela dizer que é filha do futuro patrão - Você tá surda Emilly, ela mesmo declarou nossa carta de demissão, se ela tem tanto poder quando quer passar, de qualquer forma já estamos no olho da rua, eu não vou ser tapete para essa filhinha de papai. - Calma Clarice! - Estou calma amiga, nem alterei minha voz. A moça vendo que não conseguiria o respeito de Clarice só pela voz dela começa a gritar por seu pai no salão mesmo da loja, o que faz com que ele saia da sala do RH às pressas. Quando Clarice avista aquele homem forte, de ombros largos, barbas grisalhas, olhos escuros, cabelo bem feito, moreno, lábios perfeitamente desenhado, não muito grande mas não tão finos, alto de 1,80 aparentemente tinha uns 45 anos o coração deu uma gelada, mas logo se recompôs. Ele ecoa então uma voz grave e fria: - O que está acontecendo aqui, Monique? - Papai essas funcionárias me maltratam. Ela diz forçando o choro. Ele olha para Emily e para Clarice com um olhar frio e penetrante. - Alguém pode me explicar melhor? - Ele insiste Clarice tomando o controle da situação diz: - Por mais que Emily e eu falasse alguma coisa, certamente o senhor acredita na palavra da sua filha, então para evitar a palavra dela contra a nossa olha as câmeras e veja quais são as medidas cabíveis.






