Laura Martins:
— Relaxe os braços — o doutor Mendes pede enquanto me ajeito na maca. Respiro fundo e sigo suas instruções, tentando ignorar o frio que se infiltra em minha pele. Deveria ter vindo mais agasalhada, pelo menos meus braços estariam protegidos do ar-condicionado implacável.
Sinto a pressão das pontas dos dedos cobertas pela luva branca sobre meus seios nus. Que frio! Embora saiba que é normal, e o próprio médico tenha explicado, sinto um rubor de vergonha aquecer meu rosto. Fecho os