A casa era grande demais sem ele.
Era a primeira noite que passava sem Rafael e a solidão não veio como um abraço vazio, mas como uma série de ruídos amplificados.
O estalo do forro, o zumbido da geladeira, o vento batendo em uma janela mal fechada no andar de baixo.
Cada som era um convite à ansiedade, um eco dos velhos medos que eu julguei ter soterrado.
Deitei na cama grande, afundando no lado dele, respirando o cheiro que ainda impregnava o travesseiro.
Um mês de convivência intensa, e