Cap.148

(Thales)

Meu corpo, sem o suporte, desabou no chão frio como um saco de ossos. Mal conseguia me manter de joelhos.

Eles me puxaram para cima, cada movimento uma nova onda de tortura.

Me jogaram em um canto, em cima de uns trapos sujos. O frio agora era profundo, entranhado nos ossos.

Comecei a tremer incontrolavelmente e sabia que estava com febre, que meu corpo estava começando a entrar em colapso, a combater as infecções que deviam estar se espalhando pelas feridas abertas.

Deitado ali, tremendo, cada respiração era uma súplica, eu sabia a verdade.

Eu não ia sair dessa vivo.

Mesmo que conseguisse o dinheiro do Rafael, mesmo que entregasse a Lorena numa bandeja, o Abismo ia me matar.

Era só uma questão de quando e como.

Mas não importava. Porque se eu ia pro inferno, não ia sozinho.

Ia arrastar aquela puta traidora comigo.

Ela ia pagar por tudo. Por cada soco, facada, olhares de nojo e cada segundo que ela passou na cama daquele outro.

Eu ia encontrá-la e nós dois íamos queim
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