(Thales)
A luz piscou.
Não era a luz do teto, podre e fraca.
Era a luz dentro da minha cabeça. Cada piscada vinha acompanhada de uma nova explosão de branco e dor.
O soco no queixo, seco e preciso, fez minha cabeça girar para o lado.
Senti algo ceder no meu nariz de novo, um estalo úmido que me fez ver estrelas.
O gosto de cobre, velho e novo, encheu minha boca.
Respirar era um trabalho. O ar assobiava e rangia através do nariz entupido de sangue e cartilagem quebrada.
Tentei falar, expl