Luna estava nervosa quando chegou ao salão principal da conferência em Lisboa. Mas ao mesmo tempo estava maravilhada, pois o salão parecia uma pintura em movimento. Lustres de cristal enormes, um palco bonito, bem iluminado com tons dourados e lilases, e um público de centenas de mulheres de todas as partes do mundo. Líderes, ativistas, escritoras, sobreviventes. Todas estavam ali por ela, para ela, e pela causa. Todas que, de alguma forma, foram machucadas também, silenciadas, ou que, de algum