Amélia
Acordei em um quarto escuro, sentindo a cabeça latejar e o corpo pesado. A pouca luz que atravessava a janela iluminava a silhueta de Inácio. Ele estava sentado na varanda, a expressão dura, observando algo à distância.
Levantei da cama, ainda meio tonta por causa da droga que ele me deu, e comecei a procurar minhas coisas — meus sapatos, minha bolsa.
— Aonde vai? — a voz dele rompeu o silêncio. Ele não se moveu do lugar, mas eu sabia que me observava.
Ignorei sua pergunta e continuei pr