Amélia Moreira
Eu olhava para Gabriel através do vidro do carro, sentindo o mundo passar como um borrão cinzento. Já estávamos longe do hospital, mas meu coração parecia ter ficado preso naquela cama, batendo em um ritmo que eu não reconhecia mais. Minha razão gritava que eu estava fazendo a única coisa possível para salvar o que restava da minha sanidade, mas minha intuição me cutucava, um aviso silencioso de que algo estava terrivelmente fora do lugar.
O banco do carro parecia duro demais con