Inácio Hall
Meu celular vibrou sobre a mesa de cabeceira no exato momento em que Gabriel atravessou a porta do quarto.
Ele estava acabado. O rosto carregava cortes recentes e a postura, antes impecável, estava abatida. Naquele instante, o ar no quarto pareceu faltar. Eu não precisei de um relatório; o rastro de sangue e o olhar de derrota de Gabriel diziam tudo.
— Chefe... — ele começou, mas sua voz foi cortada pelo toque insistente do aparelho.
Fiz um sinal para que ele ficasse em silêncio. O