Arthur olhou para ela em silêncio por alguns instantes. O olhar não era de desafio, tampouco de arrogância. Era um acordo silencioso sendo selado entre dois prisioneiros do mesmo castelo.
— Está bem — ele respondeu, enfim, com a voz rouca. — Esse será o nosso quarto. O “quarto oficial”.
— Eu odeio tudo isso — ela disse, baixinho. — Essa casa, esse casamento, essa vida de mentira. Eu odeio não ter escolha.
Arthur deu de ombros.
— As aparências são tudo para os nossos pais — Ele falou, andando at