ROMÊNIA – FORTALEZA DE BRASOV – 00h12
O vento cortava as muralhas da antiga prisão transformada em bunker. Dentro, o tempo parecia ter parado — paredes de pedra, armamento moderno e um homem de olhos opacos que não pisava em liberdade há mais de duas décadas.
Marco Santorini não andava. Ele media os passos.
Sentado diante de três monitores, traçava rotas de destruição. Era preciso, clínico, quase cirúrgico.
— Quantas vidas? — perguntou a Miranda.
— Quantas forem necessárias.
— Errado.
Quantos n