Ele me manteve prensada contra a parede como se eu fosse dele, e talvez, naquela hora, eu fosse mesmo.
— Tá com medo de mim, princesa? — a voz dele soava debochada, mas tinha algo mais ali. Um desejo bruto, pulsante.
Tentei virar o rosto, negar, afastá-lo de mim. Mas a mão dele agarrou meu queixo com força, obrigando-me a encará-lo. Os olhos de Lucas queimavam. Fome pura. Obsessão crua.
— Para... — minha voz saiu num sussurro patético, sem nenhuma força de verdade.
Ele riu, o rosto tão pert