O sol estava forte demais para ser outono, e mesmo assim a praça estava cheia. Criança correndo, gente jogando dominó no canto, o barulho de música vindo da lanchonete do Seu Juca. Eu estava com Gabriela e Eric, sentada num dos bancos com sombra, Pedro no carrinho ao meu lado, dormindo depois de mamar. A gente tomava açaí, e como sempre, fofocava.
— Você viu a Juliana? — Gabriela falou, o rosto sério. — Tá toda quebrada, Isa. O olho roxo, a boca cortada… dizem que Nego Rato bateu nela na frent