Meses se passaram desde aquela conversa amarga no quarto, e nada melhorou. Pelo contrário, só piorou. As brigas se tornaram rotina. As ausências dele, cada vez mais longas. O silêncio, mais cruel. E o meu ciúmes? Virou um monstro que me devorava por dentro, me consumia em cada madrugada que ele não voltava, em cada chamada ignorada, em cada desculpa esfarrapada sobre “trabalho”.
Eu já não sabia mais quem eu era. Me perdia nos próprios pensamentos, tentando entender onde foi que tudo desandou.