Eu entrei na boca e o cheiro do pó misturado com fumaça bateu no meu rosto como um soco seco. Era sempre assim, barulho, gente rindo alto, troca de ideia rolando solta, o caos que fazia aquele lugar pulsar. Mas bastou me verem para tudo mudar. As conversas foram diminuindo e os sorrisos começaram a nascer pelos motivos errados. A zoeira estava armada. E eu era o alvo.
Pardal foi o primeiro a abrir a boca, como sempre. Aquele sorriso debochado já dizia tudo antes mesmo da piada sair.
— Olha qu