Selene
A Floresta Cinzenta respirava como uma criatura adormecida.
Cada árvore parecia ter costelas. Cada galho, dedos longos. A névoa rastejava rente ao chão, fria e úmida, enrolando-se nos meus tornozelos como se quisesse me impedir de voltar ou me arrastar para mais fundo. Atrás de mim, a fronteira da Lua Sangrenta já havia desaparecido sob a escuridão azulada do amanhecer.
Não havia mais portões.
Não havia mais guardas.
Não havia Darius.
Só o frio, o sangue seco em minhas mãos e a marca pra