Selene
Dominante.
A palavra atravessou meu corpo como se sempre tivesse morado ali e apenas esperasse uma porta se abrir.
Meu sangue pareceu responder.
Não com medo.
Com reconhecimento.
A marca no meu peito abriu um calor lento, profundo, quase íntimo. Como se uma mão invisível tocasse por dentro a ferida que Darius deixara e, em vez de curá-la, a transformasse em arma.
Eu recuei dentro daquele lugar sem chão.
A lua rachada pairava acima de mim, grande demais, próxima demais, sangrando luz sobr