O último dia do evento amanheceu pesado para Marina.
Ela acordou cedo demais, como se o corpo tivesse decidido que não valia a pena tentar dormir mais. O quarto do hotel estava silencioso, mas dentro dela tudo era barulho — pensamentos atropelados, imagens insistentes do dia anterior, o sorriso confiante de Tanaka, a forma como ela se aproximava de Kaito como se tivesse um lugar ali… um lugar que Marina sentia não ser o seu.
Ainda assim, levantou-se. Tomou banho. Vestiu-se com cuidado. Prendeu o cabelo como sempre fazia quando precisava parecer forte, profissional, inteira.
Mas não estava.
No café da manhã, cruzou com Kaito apenas por alguns segundos. Um cumprimento educado. Um “bom dia” contido. Nada além disso. E, talvez, aquilo fosse o que mais doía: a normalidade forçada.
No pavilhão do evento, Marina assumiu suas funções como sempre. Conferiu horários, acompanhou mudanças de última hora, respondeu a e-mails, levou documentos. Por fora, era eficiência. Por dentro, era sobrevivênci