Eu não sabia o que fazer naquela noite. Omar havia sido claro: queria que eu fosse sua acompanhante. Sua namorada, diante de todos. No mesmo jantar em que, no fundo, eu sentia que não deveria estar.
As palavras de Sun ecoavam em mim como veneno: “saiba o seu lugar.” Eu odiava essa frase, principalmente dita com tanta arrogância, como se ela fosse dona de tudo, até da minha identidade. E, mesmo assim, em silêncio, reconhecia — ou pelo menos achava que reconhecia — o meu lugar. Talvez não fosse a