Eu não estava apenas arrasada pela demissão. O que doía mesmo era o baú — ou melhor, o que estava dentro dele. Milhões de dólares, joias raras, peças únicas. Tudo levado. Levaram tudo, menos o baú. Deixaram a carcaça vazia, como um lembrete cruel do meu erro. E o pior: a culpa era toda minha.
Eu deveria ter sido mais cuidadosa. Nunca deveria tê-lo deixado sozinho, nem por alguns minutos. Alguém de lá — tenho quase certeza — aproveitou a brecha. Mas o que adianta ter suspeitas se não posso acusa