Flor olhou para a mãe, confusa. O sorriso havia desaparecido, substituído por uma expressão que ela nunca tinha visto antes — uma mistura de medo e desespero. Agatha parecia ter sido puxada para outro tempo, outro lugar, onde o jardim não era convite, mas ameaça.
O som dos passos se aproximava. E com ele, algo que Agatha conhecia bem — algo que ela havia tentado esquecer, enterrado sob camadas de silêncio e rotina. O corredor parecia mais escuro, mais estreito, como se estivesse se fechando sobre elas.
Flor, ainda sem entender, segurou a mão da mãe com força, seus dedos pequenos se entrelaçando com os de Agatha como se buscassem abrigo em meio à tempestade invisível que se formava.
— Mamãe... quem é ela? — perguntou com a voz trêmula, os olhos arregalados fixos na mulher que se aproximava.
Agatha não respondeu. Seus olhos estavam fixos na figura à frente, e seu coração batia como um tambor em guerra, cada batida ecoando memórias que ela tentava enterrar há dias.
O jardim do lado de