— Um homem muito melhor que você. Maravilhoso. Inteligente e, principalmente, um homem maduro — como você nunca foi.
As palavras da mulher cortaram o ar como lâminas finas, afiadas pela arrogância e pela mágoa acumulada. Sua voz, firme e cruel, reverberava na sorveteria, misturando-se as vozes dos clientes, onde até os quadros nas paredes pareciam encolher diante da hostilidade. Vitor manteve o rosto imóvel, como uma estátua esculpida em gelo, mas seus olhos — ah, seus olhos — denunciaram o t