A prostituta Grávida do Herdeiro Mafioso
A prostituta Grávida do Herdeiro Mafioso
Por: Eugenia Haensel
Capitulo 1

Capitulo 1

A chuva caía pesada naquela noite, como se o céu estivesse tentando lavar os pecados da cidade. Isabella observava as gotas escorrerem pelo vidro da janela enquanto prendia a respiração. Aos dezoito anos, ela já havia aprendido que ninguém iria salvá-la. Não seus pais adotivos, nem sua mãe biológica. Muito menos o mundo.

Foi nas ruas que o destino a empurrou para os braços de dona Morgana.

— Mel, hoje você tem um cliente especial — anunciou a cafetina, com o mesmo tom ácido de sempre. — Não sei o que você tem, mas os melhores fazem questão de pedir por você. Capricha no visual. Ele paga bem… e não vai te encontrar aqui.

Isabella agora era Mel. Um nome escolhido para esconder quem ela fora, para silenciar as cicatrizes que carregava na alma. Mel não sentia, não sonhava, apenas sobrevivia.

Vestiu o tubinho púrpura, ajustado demais para ser confortável, e calçou o salto alto que parecia gritar perigo a cada passo. Quando atravessou o salão, os olhares se voltaram para ela. Admiração, desejo, inveja. Nada disso a tocava mais.

Do lado de fora, um carro preto a esperava. Vidros escuros, motor ligado sem nenhuma explicação. O medo percorreu sua espinha, mas recuar nunca foi uma opção.

Dentro do carro, o motorista não disse uma palavra. O silêncio era sufocante. Quando finalmente pararam, ela foi instruída apenas com um gesto a entrar no prédio luxuoso à sua frente. Sozinha, Mel subiu no elevador e bateu na porta.

— Olá, sou a Mel. Enviada pela…

— Shhh… eu já estava à sua espera — disse o homem, com a voz baixa e firme e imponente — Sou Aléssio. Entre.

Algo naquele tom a fez estremecer. Aléssio não era como os outros. Sua presença dominava o ambiente com naturalidade. Os cabelos ruivos levemente ondulados, a barba curta bem delineada, os olhos verdes atentos demais para alguém que pagava apenas por companhia. Ele tinha o porte de quem estava acostumado a mandar e a ser obedecido.

— Bebe alguma coisa? — perguntou, já com a garrafa de vinho na mão.

Mel assentiu, sentindo o coração disparar. Pela primeira vez, não se sentia apenas um corpo alugado. Conversa puxou conversa. Risadas surgiram onde não deveriam existir. O vinho acabou, o tempo passou… e, estranhamente, nenhum dos dois parecia com pressa.

— Qual é o seu nome de verdade? — ele perguntou depois de algum tempo, encarando-a como se pudesse enxergar além da máscara.

— Para você, Mel é suficiente — respondeu, fria, começando a cumprir o papel que esperavam dela.

Ela tentou conduzir a situação e assumir o controle, mas Aléssio permaneceu firme, observando-a como se estivesse estudando cada reação.

— Você não sabe quem eu sou, não é? — ele disse, de repente.

— Não preciso saber — respondeu. — Estou aqui para fazer meu trabalho.

Foi então que ele se afastou, indo até a varanda. O silêncio que se instalou foi pesado. Se ele não pagasse, a dona Morgana cobraria. E ela sabia exatamente como. Respirando fundo, Mel tomou uma decisão. Aproximou-se dele.

— Podemos recomeçar? — pediu, com a voz mais baixa, mais real.

— Só se for com a verdade — Aléssio virou-se lentamente.

— Ok. Pode ser. Meu nome verdadeiro é Isabella.

— Agora sim, estamos nos entendendo.

Alessio agarrou Isabella e a levou para dentro, jogando-a na cama e arrancando suas roupas com volúpia. Isabella não recuou, afinal, ela estava sendo paga para oferecer prazer, seja para quem fosse. Mas aquele momento que era para ser só uma noite bem paga, a profundidade de Alessio tocou Isa de uma forma diferente. Seu corpo correspondia a cada toque com prazer. Os gemidos de Alessio a faziam estremecer. Era como se aquela conexão fosse muito além de profissional e cliente.

Depois do sexo, era para Isabella receber seu cachê e ir embora, mas Alessio a pediu para ficar. Mesmo ela dizendo que dona Morgana não iria gostar da ideia, ele a convenceu, dizendo que resolveria tudo com a cafetina. A conversa continuou na varanda, a brisa do mar tocava seus corpos nus, fazendo os mamilos de Isa ficarem eriçados, deixando Alessio louco. Ali mesmo, de frente para o mar, ele a empurrou contra a grade e fodeu com força por trás. De forma que ela nunca esqueceria.

Naquela varanda, sob o som distante do mar, eles conversaram. Sobre dores que não cicatrizam, sonhos abandonados e perdas irreparáveis. Isabella não sabia, mas aquele homem carregava uma história marcada por sangue, vingança e poder, o legado de uma família que dominava o submundo da cidade. E Aléssio, por sua vez, não fazia ideia de que aquela garota mudaria o curso de sua vida para sempre.

Naquela noite, Mel deixou de ser apenas um nome de guerra e Isabella deu o primeiro passo rumo a um destino que jamais poderia imaginar.

Porque aquela não seria apenas mais uma noite paga.

Seria o começo de uma história que a máfia jamais permitiria acontecer.

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