Acordei dolorida, cada músculo lembrava a noite passada. O ciúme de Salvatore ainda ecoava em mim pela primeira vez, ele me arrastara como se tivesse medo de me perder. Essa sensação me confundia: parte de mim se irritava com sua brutalidade, outra parte se surpreendia por finalmente vê-lo vulnerável. No chuveiro, deixei a água escorrer sobre a pele, tentando apagar o calor que voltava só de pensar em suas mãos firmes em meu corpo. Mas quanto mais tentava esquecer, mais a lembrança se tornava nítida.
O corpo ainda carregava marcas do toque de Salvatore: sua mão firme em meu quadril, o peso dele sobre mim, o ritmo intenso que me deixara sem fôlego. A lembrança me fez estremecer. O calor da pele dele, o suor misturado ao meu, o som grave da sua respiração... tudo voltava como se ainda estivesse acontecendo. Parte de mim queria apagar aquilo, mas outra parte se sentia estranhamente viva, como se tivesse sido tomada por algo inevitável.
No chuveiro, deixei a água escorrer demoradamente,